Monday, October 26, 2026

 Os Três Pilares do Novo Contrato Social de Kruckel.


Os três pilares do novo contrato social propostos pelo autor Jeremy Kruckel em sua obra de 2025 ("Recalibrating the Social Contract: A Blueprint for AI-Resilient Societies") são projetados para estruturar uma sociedade resiliente diante dos impactos e transformações causados pela inteligência artificial. [1]

À medida que a IA remodelou as instituições tradicionais, o modelo econômico e o mercado de trabalho, Kruckel argumenta que os antigos acordos sociais tornam-se inadequados. Para mitigar esses impactos, o novo contrato social baseia-se em: 

Renda Básica Universal (RBU): Instituída como uma resposta direta às disrupções econômicas e à automação do trabalho provocada pela IA. Ela serve como uma rede de segurança financeira global para garantir a subsistência básica dos cidadãos em um cenário em que os empregos tradicionais são profundamente transformados ou extintos. 
Saúde Universal: Focada em garantir o acesso abrangente e igualitário aos serviços de saúde pública e bem-estar, fortalecendo a estabilidade da sociedade diante de novos desafios sistêmicos. 

Educação Gratuita ao Longo da Vida: O pilar focado no aprendizado ao longo de toda a existência. A premissa é fornecer acesso contínuo e universal à qualificação e requalificação educacional, permitindo que os indivíduos se adaptem continuamente às mutações tecnológicas aceleradas da era da IA. 

Como Financiar Esta Transição?

Uma das principais discussões do modelo é a viabilidade econômica. Kruckel propõe que o financiamento deste novo contrato social não deve recair sobre os trabalhadores individuais, mas sim sobre os imensos ganhos de produtividade gerados pela própria IA. 

As principais fontes sugeridas incluem:

Tributação sobre Dividendos de Automação: Modelos de impostos direcionados a empresas que substituem uma força de trabalho massiva por sistemas automatizados.

Retorno sobre Dados Públicos: Como grandes modelos de IA são treinados em infraestrutura e dados gerados publicamente, parte do valor e dos lucros multibilionários gerados por essas tecnologias deve retornar diretamente para o financiamento da rede de apoio social. 

Em suma, o modelo sugere que a sobrevivência econômica, a saúde e o aprendizado constante não devem ser privilégios, mas sim as fundações de uma sociedade preparada para o futuro tecnológico. 

O Caso Global para a Renda Básica Universal na Era da IA.

Resumo: À medida que a inteligência artificial remodela as principais instituições da sociedade, os modelos tradicionais de renda, saúde e educação estão se provando cada vez mais inadequados. Em resposta, este artigo propõe um projeto holístico para um contrato social resiliente à IA, fundamentado em três pilares mutuamente reforçados: Renda Básica Universal (RBU), saúde universal gratuita e educação gratuita ao longo da vida. Cada elemento aborda um aspecto distinto da segurança humana: a RBU garante a estabilidade econômica em um mundo onde o trabalho não é mais o único determinante do sustento; a saúde universal assegura que os cidadãos permaneçam física e mentalmente capazes de interagir com a sociedade; e a educação gratuita ao longo da vida capacita os indivíduos a se adaptarem continuamente, inovarem e participarem da vida democrática. Desenhando a partir de estudos de caso globais e experimentos de políticas públicas — desde nações pioneiras na Felicidade Interna Bruta até reformas inovadoras digitais de saúde e educação —, este artigo demonstra que, ao realinhar a governança com o objetivo do florescimento humano em vez de mera produção econômica, podemos construir sociedades resilientes que aproveitam a promessa da IA enquanto salvaguardam a equidade e a dignidade.

 

The Three Pillars of the Kruckel New Social Contract.

The three pillars of the new social contract proposed by author Jeremy Kruckel in his 2025 work ("Recalibrating the Social Contract: A Blueprint for AI-Resilient Societies") are designed to structure a resilient society in the face of the impacts and transformations caused by artificial intelligence. [1]

As AI reshapes traditional institutions, the economic model, and the labor market, Kruckel argues that old social agreements become inadequate. To mitigate these impacts, the new social contract rests upon: [1]

  1. Universal Basic Income (UBI): Instituted as a direct response to the economic disruptions and labor automation provoked by AI. It serves as a global financial safety net to guarantee citizens' basic subsistence in a scenario where traditional jobs are profoundly transformed or extinguished. [1, 2]

  2. Universal Healthcare: Focused on guaranteeing comprehensive and equal access to public health and welfare services, strengthening society's stability in the face of new systemic challenges. [1, 2]

  3. Lifelong Free Education: The pillar focused on learning throughout life. The premise is to provide continuous and universal access to educational qualification and requalification, allowing individuals to continually adapt to the accelerated technological mutations of the AI era. [1]

How to Finance This Transition?

One of the model's main discussions is economic viability. Kruckel proposes that the funding of this new social contract should not fall upon individual workers, but rather upon the immense productivity gains generated by AI itself. [1]

The main suggested sources include:

  • Taxation on Automation Dividends: Tax models directed at companies that replace a massive workforce with automated systems.

  • Return on Public Data: Since large AI models are trained on infrastructure and publicly generated data, part of the value and multi-billion-dollar profits generated by these technologies must return directly to funding the social support network. [1, 2]

In short, the model suggests that economic survival, health, and constant learning should not be privileges, but rather the foundations of a society prepared for the technological future. [1, 2]
The Global Case for Universal Basic Income in the Age of AI . 
Abstract As artificial intelligence reshapes the core institutions of society, traditional models for income, health, and education are proving increasingly inadequate. In response, this paper proposes a holistic blueprint for an AI-resilient social contract founded on three mutually reinforcing pillars: Universal Basic Income (UBI), free universal healthcare, and lifelong free education. Each element addresses a distinct aspect of human security: UBI secures economic stability in a world where work is no longer the sole determinant of livelihood; universal healthcare ensures that citizens remain physically and mentally capable of engaging with society; and lifelong free education empowers individuals to continually adapt, innovate, and participate in democratic life. Drawing on global case studies and policy experiments, from nations pioneering Gross National Happiness to innovative digital health and education reforms, this paper demonstrates that by realigning governance with the goal of human flourishing rather than mere economic output, we can build resilient societies that harness AI’s promise while safeguarding equity and dignity.

https://philarchive.org/rec/KRURTS-2