Os Três Pilares do Novo Contrato Social de Kruckel.
Os três pilares do novo contrato social propostos pelo autor Jeremy Kruckel em sua obra de 2025 ("Recalibrating the Social Contract: A Blueprint for AI-Resilient Societies") são projetados para estruturar uma sociedade resiliente diante dos impactos e transformações causados pela inteligência artificial. [1]
À medida que a IA remodelou as instituições tradicionais, o modelo econômico e o mercado de trabalho, Kruckel argumenta que os antigos acordos sociais tornam-se inadequados. Para mitigar esses impactos, o novo contrato social baseia-se em:
Renda Básica Universal (RBU): Instituída como uma resposta direta às disrupções econômicas e à automação do trabalho provocada pela IA. Ela serve como uma rede de segurança financeira global para garantir a subsistência básica dos cidadãos em um cenário em que os empregos tradicionais são profundamente transformados ou extintos.
Saúde Universal: Focada em garantir o acesso abrangente e igualitário aos serviços de saúde pública e bem-estar, fortalecendo a estabilidade da sociedade diante de novos desafios sistêmicos.
Educação Gratuita ao Longo da Vida: O pilar focado no aprendizado ao longo de toda a existência. A premissa é fornecer acesso contínuo e universal à qualificação e requalificação educacional, permitindo que os indivíduos se adaptem continuamente às mutações tecnológicas aceleradas da era da IA.
Como Financiar Esta Transição?
Uma das principais discussões do modelo é a viabilidade econômica. Kruckel propõe que o financiamento deste novo contrato social não deve recair sobre os trabalhadores individuais, mas sim sobre os imensos ganhos de produtividade gerados pela própria IA.
As principais fontes sugeridas incluem:
Tributação sobre Dividendos de Automação: Modelos de impostos direcionados a empresas que substituem uma força de trabalho massiva por sistemas automatizados.
Retorno sobre Dados Públicos: Como grandes modelos de IA são treinados em infraestrutura e dados gerados publicamente, parte do valor e dos lucros multibilionários gerados por essas tecnologias deve retornar diretamente para o financiamento da rede de apoio social.
Em suma, o modelo sugere que a sobrevivência econômica, a saúde e o aprendizado constante não devem ser privilégios, mas sim as fundações de uma sociedade preparada para o futuro tecnológico.
O Caso Global para a Renda Básica Universal na Era da IA.
Resumo: À medida que a inteligência artificial remodela as principais instituições da sociedade, os modelos tradicionais de renda, saúde e educação estão se provando cada vez mais inadequados. Em resposta, este artigo propõe um projeto holístico para um contrato social resiliente à IA, fundamentado em três pilares mutuamente reforçados: Renda Básica Universal (RBU), saúde universal gratuita e educação gratuita ao longo da vida. Cada elemento aborda um aspecto distinto da segurança humana: a RBU garante a estabilidade econômica em um mundo onde o trabalho não é mais o único determinante do sustento; a saúde universal assegura que os cidadãos permaneçam física e mentalmente capazes de interagir com a sociedade; e a educação gratuita ao longo da vida capacita os indivíduos a se adaptarem continuamente, inovarem e participarem da vida democrática. Desenhando a partir de estudos de caso globais e experimentos de políticas públicas — desde nações pioneiras na Felicidade Interna Bruta até reformas inovadoras digitais de saúde e educação —, este artigo demonstra que, ao realinhar a governança com o objetivo do florescimento humano em vez de mera produção econômica, podemos construir sociedades resilientes que aproveitam a promessa da IA enquanto salvaguardam a equidade e a dignidade.